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Salvem o Espiritismo!

POMBA

Procurando manter a trajetória determinada na fonte de luz do evangelho de Jesus, muitos amigos do movimento Espírita Brasileiro, perseverantes na indiferença de novas descobertas, que venham de fora, permanecem imunes às fontes de revelação trazidas pelo conhecimento atual, a cada dia de novas reflexões. No entanto, é preciso reconhecer nesse ponto de vista “conservador”, os argumentos reais, que causariam dúvidas ao confrontar as teorias fundamentadas na mais pura verdade do Espiritismo, como as crendices e leviandades que sempre surgiram em torno de qualquer religião, filosofia ou conhecimento. As descobertas nascidas pelo grande desbravador do Espiritismo, Allan Kardec, é verdade, devem ser respeitadas em sua essência, e a isso, cabe por compromisso todos nós, que temos como missão tratar de assunto tão profundo, como os que explicam: a criação do mundo, os planos espirituais, os processos reencarnatórios, as leis de causa e efeito, as ligações obsessivas, os tratamentos de cura e tantos outros que dão ênfase ao conhecimento trazido pelos grandes Espíritos, guiados por Deus.

Em toda a história temos relatos das rebeliões aparentemente levianas dos povos, que por intuírem novos argumentos contrários às leis, crenças e religiões fizeram muito para operar clandestinamente no contra ataque daquilo, que acreditavam não ser verdadeiro. É fato que muitas represálias eram sistematizadas pelo desejo inicial de contrapor ao domínio imposto pelos governantes, doutrinadores e reis. Contudo, foram dessas investidas persistentes que surgiram outras formas de compreensão; pela variação dessas ideias, os argumentos reformadores cresciam à medida que o movimento ganhava adeptos mais poderosos. Lembramos, por exemplo, o trabalho das mulheres da Europa velha, na manipulação das ervas para obtenção da cura, que por acreditarem no poder da natureza, sucumbiram pela opressão da igreja católica. Moisés, igualmente, proibiu às práticas do ocultismo e das comunicações com os mortos, para não permitir um conhecimento fora de seu tempo e inibir outras formas de acesso, que não fossem às leis de Deus.

Nas fases, que precediam às revelações do Espiritismo pelas mãos de Kardec e seus seguidores, o mundo foi bombardeado por uma série de acontecimentos, envolvendo pessoas aparentemente comuns. Mesmo descriminados pela grande maioria dos conservadores da época, nobres e estudiosos de renome, narraram e documentaram os acontecimentos das mesas girantes ocorridos principalmente na França, na Alemanha, nos Estados Unidos e estendidos ao Brasil na época de sua colonização. Quando Thomas Edson descobriu a eletricidade, o mundo reagiu assustado contra aquilo que julgava impossível; as empresas dominantes das fontes de energia da época combateram fortemente suas ideias, pois descobertas desse tipo perturbariam seu espaço financeiro. Em um processo aparentemente natural, tudo tende a caminhar, no momento, que novos descobrimentos vão sendo evidenciados e aparecem no seio de uma cultura. O homem é impulsionando pelo princípio da curiosidade, pela busca de novas descobertas e por aquilo que mais sente inconscientemente: O desejo de encontrar o Criador.

Mas como nós não podemos assimilar corretamente um assunto de natureza espirituosa, a não ser pela corrente de pensamentos e a intuição, distribuídas gratuitamente pelos planos maiores; constantemente, cometemos erros, fruto de uma interpretação fraca e inconsistente, como a natureza evolutiva do homem. Essas descobertas, taxadas de profanas e absurdas pelos cautelosos conservadores, serão justificadas no argumento da defesa, de que também são deles esses achados e não podem, em hipótese alguma, ser renegados no campo mais íntimo de suas mentes. No fundo, sabemos que toda essa rejeição, esconde o medo pela perda de controle de seu espaço-poder, e aciona o mecanismo do orgulho, contrário à aceitação dos fatos colocados frente a frente com suas  ideias conservadoras. Não deveríamos estar preparados para novas descobertas que tragam profundidade àquilo já aprendido dentro do Espiritismo?Todo conhecimento fundamentado deveria ser no mínimo analisado, quando muitas pessoas afirmam categoricamente que funciona.

Ora, não é assim que nascem as grandes ideias e as grandes descobertas, dentro de uma linha de pensamento apoiada pela intuição?  Ciência não se faz apenas dentro do laboratório, mesmo não podendo ser atestada; muitas vezes, não possuímos ferramentas para medir e comprova-la, mas isso não quer dizer que ela não exista. Não podemos ver a gravidade, no entanto sabemos que ela existe e pressiona todos os corpos; não podemos ver as ondas eletromagnéticas, mas ligamos o celular, a televisão, o aparelho de rádio e imediatamente nos conectamos a uma frequência eletrônica respectiva ao sinal de nosso aparelho. Uma mente aberta se prepara melhor para o mundo, rompi preconceitos, dogmas, crendices absurdas e vulgares dos hábitos enraizados pelo sectarismo religioso, filosófico e político que a sociedade sempre vivenciou. Não devemos ter medo de experimentar, preguiça de aprender e dúvidas em contrapor qualquer descoberta as nossas verdades. Pois, que a verdade, ainda não existe em sua totalidade; ela é um aprendizado de descobertas diárias, abrindo novas lacunas, muitas fortalecendo, outras desmistificando, mas sempre avançando em favor do progresso ascensional do ser.

O Espiritismo deveria ser uma porta aberta, cautelosa, mas preparada para receber as descobertas que trazem o conhecimento de novas possibilidades. Nós, os estudiosos dessa doutrina, temos a obrigação de dar o exemplo, para que as futuras gerações de adeptos aprendam com nossos atos corajosos; compreendamos que só o conhecimento nos libertará definitivamente das rodas reencarnatórias, fazendo-nos alçar voos mais grandiosos em direção ao centro das irradiações Divinas; deixando esse planeta que não é nosso – uma morada temporária, e seguindo para mundos mais evoluídos, assim como, outros Espíritos lá chegaram e estão a nossa espera. Quando nossas mentes estão fechadas, nos tornamos presos e limitados, e depois ao descobrir, que a tal verdade, não era tão verdadeira assim, ficamos frustrados, descrentes e desanimados. Por isso, mais vale um pesquisador cauteloso do que um cético conservador.

O conservador sofre mais, e esse sofrimento, na maioria das vezes, deixa marcas muito profundas; surge o desprezo  por aqueles que tentaram escraviza-lo, muitos dos quais, eram pessoas que mais confiava. O tremendo engodo pode se tornar difícil de engolir, por muitas gerações ainda. A humildade de saber que nada sabemos é uma das maiores virtudes do pesquisador consciente, que caminha lado a lado com seu instinto, às vezes, mais apurado do que daquele pesquisador tradicional. Sigamos o pensamento do próprio codificador do Espiritismo – Alan Kardec: Quando a ciência das novas descobertas for aparecendo, o Espiritismo, como uma porta aberta para o progresso, tem a obrigação de receber e abraçar tudo aquilo que vier somar aos ensinamentos já expostos, sem medo de se contradizer, ou orgulho de se achar insuperável em sua doutrina.

–*–

Por: Júlio Nunes

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