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Cirína do morro

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Triste noite, Ó madrugada,

Cirína do morro subia,

Sem saber o que aguardava,

Do cansaço que lhe invadia.

 

Voltava feliz por ter cooperado,

Na casa dos pais, trabalho dobrado;

Mais uma vez por inteiro,

Cirína de amor, puro, verdadeiro…

 

Não ouvia a sombra vadia,

Que no escuro lhe acercava;

Assim, contudo se percebia,

Cirína da noite, desamparada.

 

Asqueroso olhar lhe apareceu,

Sem se quer se apresentar.

Por um instante, Cirína perdeu,

A alegria de acreditar.

 

Couro grudado na pele queimada,

Forte batida no peito saltava.

E eu mesmo na madrugada,

Sabia, por dentro,

Cirína chorava…

 

Num momento de pura tensão,

Sem querer acreditar;

O homem acercou de forte emoção,

Fazendo Cirína um grito saltar.

 

As pernas tremiam nos passos tropeços;

Dispara Cirína no morro do horror;

As trilhas tão curtas, escadas e becos;

Espaços repletos de puro pavor.

 

Fui tomado de energia,

Coragem mandada!

Só pensava na covardia,

Do carrasco da madrugada.

 

Tomo aporte de bravura,

Em um grito, destemor;

Abaixo a libertinagem!

Pega, pega, estuprador…!

 

Pulo na frente do meliante,

Embalado pela sorte;

Bem ali, logo adiante,

Esperava a dona morte.

 

Era luta por justiça,

Contra um forte opressor;

Até a vida se desperdiça,

Num momento de amor…

 

E meu braço atracado,

Esmurrando prá todo lado;

Eu me via amedrontado,

Cortando um mal dobrado.

 

Mais tudo vai mudar;

Num desejo de amor,

Que invadido pela dor,

Suporta sem queixar.

 

Ela volta ofegante,

Meu momento apavorado;

Num impulso radiante,

Lutaria ao meu lado…

 

Já o malvado se debatia,

Gritava se defendia;

Era agora, covardia,

Dois amantes da antipatia.

 

Força agora a animar;

Somos donos da pura sorte;

Batemos até desmaiar,

Batemos até a morte.

 

É aqui meu morro!

Meu querido matadouro;

Cobro os juros, meu tesouro,

Sou Cirína, pele de ouro…

 

Ela me aparece, flor Divina;

É cúmplice da minha sina.

Tu és lume da noite, Ó menina!…

Morena do morro – Cirína.

 

–*–

Por: Júlio Nunes

Texto – poema, recebido espiritualmente por psicografia.

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